Sinopse
As ciências da vida regulam a nossa vida – esta parece ser, actualmente, a opinião cada vez mais geral, numa mistura de fascínio e receio. Assim, não será urgente interrogarmo-nos sobre esta posição? Umas vezes divinizada, outras considerada diabólica, é a imagem caricatural da biologia. E devendo sempre, supostamente, dar resposta aos problemas que as aplicações suscitam. Contudo, se se trata de decidir sobre os nossos comportamentos, de encontrar regras de vida, seja individualmente ou socialmente, a biologia nada tem a comentar. E, por outro lado, a cada passo, deparamos com a ética. Uma ética baseada, é certo, em princípios gerais, mas que deve, sobretudo, ser concreta, sempre definida caso a caso. Tarefa delicada e sem qualquer garantia onde se joga e desenvolve a nossa relação com a ciência e a sociedade. A nossa responsabilidade. Empreendimento que significa sair da «confusão» provocada pelas palavras, metáforas, representações e expectativas, das quais cada um é prisioneiro, seja cientista, jornalista ou público. Resolver os mal-entendidos para que se termine um diálogo de surdos. Despistagem sistemática da SIDA, diagnósticos genéticos, comercialização de produtos do corpo, exemplos, entre muitos, em que nos espreitam desfasamentos e desvios de sentido, tantos casos onde é sempre necessário ajuizar, entre a exigência e a vigilância. Caminhando tanto através das interpelações actuais ligadas às execuções técnicas da biologia, como através dos seus fundamentos históricos ou dos seus projectos, este livro é uma aventura. Uma grande aventura!
Detalhes
| Peso | 0,41 kg |
|---|





Avaliações
Ainda não existem avaliações.